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Dica do dia a dia: Quadro Elétricos – um risco real

Quadros elétricos são parte essencial da instalação elétrica, eles distribuem e controlam a energia para os diversos setores da edificação.

Mas em muitos casos, os quadros elétricos de um prédio, que atendem as áreas comuns, estão inadequados e não oferecem a segurança adequada para seus usuários.

Veja o exemplo de uma instalação recente:

Exemplo de um quadro de distribuição em desacordo com as normas técnicas: partes energizadas à vista, falta de dispositivos de proteção (DR, DPS), ausência do diagrama unifilar, identificação falha dos circuitos e não há sinalização de advertência.

Segundo a ABNT NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – os quadros devem ser providos de proteções gerais de DR (disjuntor diferencial residual) e DPS (dispositivo de proteção contra surto). Além disso, os seguintes requisitos são necessários para os quadros de distribuição e painéis:

Nesta mesma norma recomenda-se que devem ser previstas medidas adequadas para impedir a energização inadvertida de qualquer equipamento. Essas precauções podem incluir uma ou mais das seguintes medidas:

·   travamento do dispositivo de seccionamento com cadeado;

·   afixação de placas de advertência;

·   instalação em local ou invólucro fechado a chave.

As carcaças devem possuir o invólucro isolante, ou aterrados. Quadros que comportarem tampas ou portas que possam ser abertas sem o auxílio de ferramenta ou chave, deve haver uma barreira isolante que impeça o contato acidental das pessoas com partes condutivas que, de outra forma, sem a barreira, poderiam se tornar acessíveis com a abertura da tampa ou porta. Essa barreira deve garantir grau de proteção no mínimo IPXXB ou IP2X e só pode ser removida com o uso de ferramenta.

As instalações para as quais não se prevê equipe permanente de operação, supervisão e/ou manutenção, composta por pessoal advertido ou qualificado (BA4 ou BA5, tabela 18), devem ser entregues acompanhadas de um manual do usuário, redigido em linguagem acessível a leigos, que contenha, no mínimo, os seguintes elementos:

  • esquema(s) do(s) quadro(s) de distribuição com indicação dos circuitos e respectivas finalidades, incluindo relação dos pontos alimentados, no caso de circuitos terminais;
  • potências máximas que podem ser ligadas em cada circuito terminal efetivamente disponível;
  • potências máximas previstas nos circuitos terminais deixados como reserva, quando for o caso;
  • recomendação explícita para que não sejam trocados, por tipos com características diferentes, os dispositivos de proteção existentes no(s) quadro(s).

Os quadros de distribuição destinados a instalações residenciais e análogas devem ser entregues com a seguinte advertência: (abaixo)

ADVERTÊNCIA

1. Quando um disjuntor ou fusível atua, desligando algum circuito ou a instalação inteira, a causa pode ser uma sobrecarga ou um curto-circuito. Desligamentos frequentes são sinal de sobrecarga. Por isso, NUNCA troque seus disjuntores ou fusíveis por outros de maior corrente (maior amperagem) simplesmente. Como regra, a troca de um disjuntor ou fusível por outro de maior corrente requer, antes, a troca dos fios e cabos elétricos, por outros de maior seção (bitola).

2. Da mesma forma, NUNCA desative ou remova a chave automática de proteção contra choques elétricos (dispositivo DR), mesmo em caso de desligamentos sem causa aparente. Se os desligamentos forem frequentes e, principalmente, se as tentativas de religar a chave não tiverem êxito, isso significa, muito provavelmente, que a instalação elétrica apresenta anomalias internas, que só podem ser identificadas e corrigidas por profissionais qualificados.

A DESATIVACAO OU REMOCAO DA CHAVE SIGNIFICA A ELIMINACAO DE MEDIDA PROTETORA CONTRA CHOQUES ELETRICOS E RISCO DE VIDA PARA OS USUARIOS DA INSTALACAO.

A advertência de que tratada acima pode vir de fábrica ou ser provida no local, antes de a instalação ser entregue ao usuário, e não deve ser facilmente removível.

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QUAL O PRINCIPAL FATOR PARA UM EDIFÍCIO EFICIENTE?

Você!

Pode parecer estranho, mas você como proprietário ou gestor de um edifício é o principal fator para a sua eficiência! Um prédio não tem a habilidade de cuidar de si próprio. É necessário pessoas para contratar serviços, checar sistemas, trocar lâmpadas, e a lista continua!

Mantendo a analogia do carro, se o proprietário não o levar à concessionaria ou ao mecânico, o carro se deteriorará, é necessário que proprietário organize para que o óleo seja trocado, por exemplo.

Porém, essa é exatamente a atitude de vários proprietários, simplesmente passam o tempo no edifício e não tomam nenhum tipo de cuidado. Uma hora o motor quebra, e eles ficam à pé no meio da rodovia…

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Dica do dia a dia: Caixa d’água de concreto

Já pensou se abrir a tampa da caixa d’água e cair um pedaço na sua mão? Imagine então o que já não deve ter caido na própria água. Lajes de reservatórios de água em concreto armado podem ter corrosão da armação, quando não há uma impermeabilização adequada.

Veja o exemplo:

Armação à vista com ocorrência de oxidação e desplacamento do concreto

Os requisitos de qualidade do projeto e execução de estruturas de concreto armado devem seguir a norma ABNT NBR 6118:2003 – “Projeto de estruturas de concreto – Procedimento”, em que diz:

Atenção especial deve ser dedicada à proteção contra corrosão das ancoragens das armaduras ativas.

Para atender aos requisitos estabelecidos nesta Norma, o cobrimento mínimo da armadura é o menor valor que deve ser respeitado ao longo de todo o elemento considerado. Isto constitui um critério de aceitação.

O risco e a evolução da corrosão do aço na região das fissuras de flexão transversais à armadura principal dependem essencialmente da qualidade e da espessura do concreto de cobrimento da armadura.

O tratamento do reservatório de água deverá ter especial atenção por se tratar da fonte de consumo de água potável dos moradores.

Neste casos, sua restauração, deve seguir as premissas gerais abaixo, porém, um profissional habilitado deverá acompanhar todo o processo. Segue:

  • Todo o concreto desplacado e sem aderência deverá ser removido.
  • Remoção do óxido de ferro, produto da corrosão, pelo método abrasivo, e verificação das secções de aço resultantes, perdas de seção superiores a 10% requerem reforço, que deverá ser calculado por engenheiro estruturalista.
  • Aplicação de inibidores de corrosão nas barras de aço.
  • Deve-se verificar a camada de espessura de cobrimentos para checar se estão dentro dos parâmetros estabelecidos pela norma. Caso estejam inferiores, medidas como estucamentos e e aumento dos cobrimentos mínimos, para restaurar a condição normativa deverão ser executadas.
  • Recompor o sistema de impermeabilização interna do reservatório superior, após os trabalhos de recuperação.

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É PRECISO GASTAR MUITO DINHEIRO PARA UM EDIFÍCIO SER EFICIENTE?

Na verdade, essa é uma inversão de valores! Os edifícios gastam mais quando não são eficientes.

O que acontece quando você não leva seu carro para as revisões? Pode ser que num primeiro momento não aconteça nada. Porém, na medida em que o tempo passa, uma coisa pequena dá problema, depois outra, e sem corrigir os pequenos problemas, eles vão afetando sistemas maiores, até se tornar itens muito caros para resolver ou pior: um acidente pode acontecer.

Funciona da mesma forma com os prédios! Itens que teriam uma revisão relativamente simples, são postergados, até que afetam sistemas maiores e causam defeitos graves, que podem causar desabastecimento de água ou energia, por exemplo, ou que se tornam muito caros para resolver.

Você como proprietário ou gestor em um edifício pode ver com clareza que criar uma rotina de cuidados rotineiros sai mais barato que pagar uma conta enorme por falta de cuidados!

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E POR QUE PRÉDIOS PRECISAM DE TANTOS CUIDADOS?

Culturalmente todo brasileiro sabe a data da revisão do carro, e seguem o calendário de troca do óleo, fluido de freio, pneus com relativa pontualidade.

Porém, quando se trata de seu próprio lar, que pode ser em uma casa ou prédio, não há tanto zelo na frequência das revisões que devem ser realizadas. Além de um desconhecimento sobre os itens e sistemas que compõem uma edificação. O resultado do descuido se traduz em obras caras para solucionar problemas que se tornaram urgentes!

As edificações e bens imóveis, são construídos e entregues aos seus clientes em larga escala. No entanto, seu prazo de utilização se estende a um tempo muito superior aos bens comuns de consumo como carros ou eletrodomésticos. As edificações são concebidas para atender seus usuários durante muitos anos e, durante esse período, devem apresentar condições adequadas para os moradores, resistindo aos agentes ambientais e de uso que alterem suas propriedades técnicas iniciais.

Um investimento imobiliário requer cuidados desde a aquisição até o recebimento, que deve seguir critérios técnicos.

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Dica do dia a dia: Guarda-corpo não pode soltar!

Parece óbvio, mas não é! Infelizmente existem edifícios com guarda-corpos com fixação fora das normas técnicas.

Veja esse exemplo.

Exemplo de uma fixação inadequada

As instalações de guardas-corpos devem seguir a  ABNT NBR 14718 – Guarda-corpos para edificações, com os seguintes requisitos:

Os fixadores (parafusos, porcas, arruelas, etc) devem ser de aço inoxidável ABNT 304, aço inox austenítico ABNT 316, exceto os do sistema de ancoragem que podem ser conforme descrito a seguir.

ANCORAGEM DO GUARDA-CORPOS: Deve ser especificado em projeto os tipos, espaçamento e demais detalhes da ancoragem do guarda-corpos, dimensionadas de forma a garantir o desempenho nos ensaios previstos nos Anexos A a C*, normativos.

*Anexo A: Atesta o esforço estático horizontal. A aplicação de carga de uso (400N/m ou 1000N/m, conforme o uso privativo ou coletivo respectivamente) não deve provocar mais que 20mm deslocamento; a deformação residual deve ser limitada a 3mm, após a retirada da carga de uso. 

**Anexo B: Atesta o esforço estático vertical. A aplicação de carga aplicada de cima para baixo sobre o guarda-corpo (400N/m ou 1000N/m, conforme o uso privativo ou coletivo respectivamente) não deve apresentar ruptura; e não deve ocorrer afrouxamento ou destacamento de componentes e dos elementos de fixação.

***Anexo C: Respectivo à resistência a impactos, o método corresponde a golpear o guarda-corpo com um saco de couro com esferas de vidro, com massa total de 40 kg. Nos resultados não deve ocorrer ruptura ou destacamento das fixações; e não deve ocorrer queda do elemento de fechamento ou de suas partes.

Fonte: ABNT NBR 14718: Guarda-corpo para edificações, Anexo C – Resistência à impactos: Métodos de Ensaios

Sobre a execução da ancoragem dos guarda-corpos a  ABNT NBR 14718 – Guarda-corpos para edificações, determina os seguintes requisitos:

Somente serão admitidas ancoragens em partes estruturais de concreto ou aço ou em alvenarias dimensionadas aos esforços resultantes das cargas previstas nesta Norma.

No caso de guarda-corpos com sistema de fixação por colagem com adesivo, a ancoragem deverá ter profundidade mínima de 70mm no concreto, independentemente da espessura de eventuais revestimentos.

Os elementos dos guarda-corpos em aço galvanizado, não devem sofrer danos no tratamento superficial como solda, lixamento e outros.

Ou seja, parafuso preso apenas no revestimento de madeira, jamais! Esse tipo de ancoragem pode se soltar e causa acidentes principalmente quando se considera os usuários mais vulneráveis como idosos e crianças.

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