Dica do dia a dia: Caixa d’água de concreto

Já pensou se abrir a tampa da caixa d’água e cair um pedaço na sua mão? Imagine então o que já não deve ter caido na própria água. Lajes de reservatórios de água em concreto armado podem ter corrosão da armação, quando não há uma impermeabilização adequada.

Veja o exemplo:

Armação à vista com ocorrência de oxidação e desplacamento do concreto

Os requisitos de qualidade do projeto e execução de estruturas de concreto armado devem seguir a norma ABNT NBR 6118:2003 – “Projeto de estruturas de concreto – Procedimento”, em que diz:

Atenção especial deve ser dedicada à proteção contra corrosão das ancoragens das armaduras ativas.

Para atender aos requisitos estabelecidos nesta Norma, o cobrimento mínimo da armadura é o menor valor que deve ser respeitado ao longo de todo o elemento considerado. Isto constitui um critério de aceitação.

O risco e a evolução da corrosão do aço na região das fissuras de flexão transversais à armadura principal dependem essencialmente da qualidade e da espessura do concreto de cobrimento da armadura.

O tratamento do reservatório de água deverá ter especial atenção por se tratar da fonte de consumo de água potável dos moradores.

Neste casos, sua restauração, deve seguir as premissas gerais abaixo, porém, um profissional habilitado deverá acompanhar todo o processo. Segue:

  • Todo o concreto desplacado e sem aderência deverá ser removido.
  • Remoção do óxido de ferro, produto da corrosão, pelo método abrasivo, e verificação das secções de aço resultantes, perdas de seção superiores a 10% requerem reforço, que deverá ser calculado por engenheiro estruturalista.
  • Aplicação de inibidores de corrosão nas barras de aço.
  • Deve-se verificar a camada de espessura de cobrimentos para checar se estão dentro dos parâmetros estabelecidos pela norma. Caso estejam inferiores, medidas como estucamentos e e aumento dos cobrimentos mínimos, para restaurar a condição normativa deverão ser executadas.
  • Recompor o sistema de impermeabilização interna do reservatório superior, após os trabalhos de recuperação.

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É PRECISO GASTAR MUITO DINHEIRO PARA UM EDIFÍCIO SER EFICIENTE?

Na verdade, essa é uma inversão de valores! Os edifícios gastam mais quando não são eficientes.

O que acontece quando você não leva seu carro para as revisões? Pode ser que num primeiro momento não aconteça nada. Porém, na medida em que o tempo passa, uma coisa pequena dá problema, depois outra, e sem corrigir os pequenos problemas, eles vão afetando sistemas maiores, até se tornar itens muito caros para resolver ou pior: um acidente pode acontecer.

Funciona da mesma forma com os prédios! Itens que teriam uma revisão relativamente simples, são postergados, até que afetam sistemas maiores e causam defeitos graves, que podem causar desabastecimento de água ou energia, por exemplo, ou que se tornam muito caros para resolver.

Você como proprietário ou gestor em um edifício pode ver com clareza que criar uma rotina de cuidados rotineiros sai mais barato que pagar uma conta enorme por falta de cuidados!

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E POR QUE PRÉDIOS PRECISAM DE TANTOS CUIDADOS?

Culturalmente todo brasileiro sabe a data da revisão do carro, e seguem o calendário de troca do óleo, fluido de freio, pneus com relativa pontualidade.

Porém, quando se trata de seu próprio lar, que pode ser em uma casa ou prédio, não há tanto zelo na frequência das revisões que devem ser realizadas. Além de um desconhecimento sobre os itens e sistemas que compõem uma edificação. O resultado do descuido se traduz em obras caras para solucionar problemas que se tornaram urgentes!

As edificações e bens imóveis, são construídos e entregues aos seus clientes em larga escala. No entanto, seu prazo de utilização se estende a um tempo muito superior aos bens comuns de consumo como carros ou eletrodomésticos. As edificações são concebidas para atender seus usuários durante muitos anos e, durante esse período, devem apresentar condições adequadas para os moradores, resistindo aos agentes ambientais e de uso que alterem suas propriedades técnicas iniciais.

Um investimento imobiliário requer cuidados desde a aquisição até o recebimento, que deve seguir critérios técnicos.

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Dica do dia a dia: Guarda-corpo não pode soltar!

Parece óbvio, mas não é! Infelizmente existem edifícios com guarda-corpos com fixação fora das normas técnicas.

Veja esse exemplo.

Exemplo de uma fixação inadequada

As instalações de guardas-corpos devem seguir a  ABNT NBR 14718 – Guarda-corpos para edificações, com os seguintes requisitos:

Os fixadores (parafusos, porcas, arruelas, etc) devem ser de aço inoxidável ABNT 304, aço inox austenítico ABNT 316, exceto os do sistema de ancoragem que podem ser conforme descrito a seguir.

ANCORAGEM DO GUARDA-CORPOS: Deve ser especificado em projeto os tipos, espaçamento e demais detalhes da ancoragem do guarda-corpos, dimensionadas de forma a garantir o desempenho nos ensaios previstos nos Anexos A a C*, normativos.

*Anexo A: Atesta o esforço estático horizontal. A aplicação de carga de uso (400N/m ou 1000N/m, conforme o uso privativo ou coletivo respectivamente) não deve provocar mais que 20mm deslocamento; a deformação residual deve ser limitada a 3mm, após a retirada da carga de uso. 

**Anexo B: Atesta o esforço estático vertical. A aplicação de carga aplicada de cima para baixo sobre o guarda-corpo (400N/m ou 1000N/m, conforme o uso privativo ou coletivo respectivamente) não deve apresentar ruptura; e não deve ocorrer afrouxamento ou destacamento de componentes e dos elementos de fixação.

***Anexo C: Respectivo à resistência a impactos, o método corresponde a golpear o guarda-corpo com um saco de couro com esferas de vidro, com massa total de 40 kg. Nos resultados não deve ocorrer ruptura ou destacamento das fixações; e não deve ocorrer queda do elemento de fechamento ou de suas partes.

Fonte: ABNT NBR 14718: Guarda-corpo para edificações, Anexo C – Resistência à impactos: Métodos de Ensaios

Sobre a execução da ancoragem dos guarda-corpos a  ABNT NBR 14718 – Guarda-corpos para edificações, determina os seguintes requisitos:

Somente serão admitidas ancoragens em partes estruturais de concreto ou aço ou em alvenarias dimensionadas aos esforços resultantes das cargas previstas nesta Norma.

No caso de guarda-corpos com sistema de fixação por colagem com adesivo, a ancoragem deverá ter profundidade mínima de 70mm no concreto, independentemente da espessura de eventuais revestimentos.

Os elementos dos guarda-corpos em aço galvanizado, não devem sofrer danos no tratamento superficial como solda, lixamento e outros.

Ou seja, parafuso preso apenas no revestimento de madeira, jamais! Esse tipo de ancoragem pode se soltar e causa acidentes principalmente quando se considera os usuários mais vulneráveis como idosos e crianças.

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EFICIÊNCIA PREDIAL, O QUE É?

Quando falamos de eficiência, logo vem à memoria placas solares, torres eólicas, vidros reflexivos…

Isso por que o termo “eficiência energética” está bem difundido atualmente, mas, na verdade, os prédios e edifícios também devem ser eficientes, tanto do ponto de vista energético, mas não se restringindo a apenas ele, os outros sistemas prediais também precisam de eficiência!

Eficiência é a característica de algo ser competente, produtivo, de conseguir o melhor rendimento com o mínimo custo!

Em edifícios, eficiência pode ser vista em três pilares:

Segurança
Otimização dos custos
Patrimônio valorizado

Quando falamos de segurança, devemos lembrar não apenas da segurança contra roubos e furtos, deve ser considerada igualmente a segurança estrutural, segurança contra sinistros como incêndios e descargas elétricas (raios) e segurança das pessoas contra defeitos nas instalações que podem causar acidentes como choques elétricos, consumo de água contaminada na caixa d’água, queda em altura, etc.

Os prédios são como organismos vivos que consumem grande quantidade de recursos, água, energia, mão de obra para limpeza, organização, manutenção de portões, elevadores, piscinas entre tantos outros que fica fácil se perder entre tantos itens. Porém, uma avaliação cuidadosa pode constatar que um determinado recurso está sendo desperdiçado por falhas no sistema, ou equipamentos obsoletos, por exemplo, uma tubulação com vazamentos de água, instalações elétricas corrompidas que aumentam o consumo de energia ou uma bomba de recalque desgastada. Somados, a otimização desses sistemas gera economias significativas nos custos correspondentes à edificação.

O seu imóvel também é seu patrimônio, no caso de prédios, tanto o apartamento, quanto as áreas comuns agregam valor na compra e venda, logo, um edifício eficiente, ou seja, que é seguro e otimizado, também é mais valorizado, e se mantem dessa forma por muito mais tempo.

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O Presidente do Ibape Nacional, Eng Wilson Lang, esteve hoje (19/10) na sede da Caixa Econômica Federal onde se reuniu com o Gerente Nacional de Habitação – Eng. Carlos Viana, a Gerente Nacional Avaliações bem como com a Gerência Regional de Habitação. Sobre esta reunião temos as seguintes informações: A Caixa Econômica Federal criou uma…
via IBAPE Nacional faz reunião com a Caixa Econômica Federal — Notícias e Destaques – Ibape Nacional